Exemplo bem-acabado

Ele se apresenta como jornalista e confessa: adora uma “lembrancinha” típica de entrevistas coletivas (chega a resenhá-las e fotografá-las, quase atingindo o requinte de lhes dar nota).

Mas, nos últimos dias, e instado por um comentário neste blog, passou a fazer crítica do trabalho das assessorias de imprensa (ele já vinha postando, com alguma regularidade, releases que considera “sem noção“).

Também freqüentou a caixa de comentários deste espaço.

Ele é o Fui na Coletiva.

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35 Responses to Exemplo bem-acabado

  1. Renato disse:

    Alvo errado…o rapaz – o qual não conheço – só faz um blog que, no máximo, é curioso. Além disso, não elogia os produtos, apenas descreve o que foi lançado e como foi a tal coletiva. Gaste seu teclado em casos mais graves, como o da GM. Aquele sim, um post útil e retumbante.

    Além das montadoras, empresas de tecnologia também promovem excursões de jornalistas. A capa do Link de hoje, aliás, é exemplo disto. Mas fica a questão: a cobertura do evento teria sido melhor ou pior se o editor não tivesse sido convidado para o IDF pela Intel? Provavel//, sem alguém lá, teria se resumido a poucas notas, já que o jornal não gastaria com essa cobertura. Com isso, teria perdido o leitor?

    PS: Em referência a uma resposta sua, não “torço para que o blog seja efêmero”. Em que pese sua juventude, não seja infantil.

    PS2: Ataques pessoais aqui são ridículos e depõem contra a capacidade de jornalistas debatermos algo sério. Mesmo que instados, que tal não cair na armadilha da briguinha boba, hein?

  2. antijabacule disse:

    Renato, o “Fui na Coletiva” não é um alvo, é uma página quase irmã desta, absolutamente complementar (inclusive foi linkada pele próprio responsável). É um estudo antropológico sobre a atração que exerce o jabá nesta combalida profissão.

    Casos mais graves continuam absolutamente na pauta do dia. Mas temos todo o tempo do mundo, infelizmente a banalização do jabá (e do que essa prática representa) não vai acabar num passe de mágica. O trabalho aqui é a longo prazo.

    Sobre tecnologia, iniciei a abordagem do assunto e aguardo agora novos indícios de relação promíscua entre fontes e jornalistas.

    Sempre e quando, elas estarão aqui.

    Em tempo: sobre a barca da Intel, que levou jornalistas para San Francisco: a capa do Link ao qual vc se refere com o título “15 bilhões conectados à web em 2015” tem tantos problemas do ponto de vista jornalístico (a começar do próprio título, que sugere uma coisa quando, na verdade, é outra) que resolvi deixar passar.

    A princípio, o tema jamais justificaria uma capa (é uma nota, francamente, e que agências de notícias mandaram). Mas não possuo subsídios para afirmar que foi capa em retribuição à viagem. Apostaria nisso e vou apurar.

  3. "assessora burra" disse:

    “Alvo errado…o rapaz – o qual não conheço – só faz um blog que…”

    Renato,

    Permita-me completar a frase…

    só faz um blog que serve meter pau na comida, se a pen drive que ele ganhou é de 512 Kb ou de 1 GB, ou para ofender meus colegas de profissão.

    Quantos posts ele ofende assessoras chamando-as de burra, ignorante e sem noção, apenas porque ele nao recebeu o tratamento que ele esperava receber.

    Adjetivos como ineficiente, anti-profissional ou mesmo mal educada – como há muitas – tudo bem. Mas me diga o que leva tal jornalista a chamar uma profissional de “burra e ignorante”. Qual é o sentido disso? Blog curioso??

    Em seu post voltado ao meu comentário, ele colocou o título Carta aberta a uma assessora burra. Chamou-me de covarde. Disse que sabe quem eu sou pelo IP. Eu fiz comentário da casa de um amigo meu que nem jornalista é. E outra, ainda que descobrisse, que medo eu poderia ter?

    Chamar de assessora burra profissionais que respeitam a cara de pau de comparecer a uma coletiva sem trabalhar em veículo nenhum. Cadê uma matéria publicada? Diz que eu sou burra por nao colher as dicas que ele dá de como fazer uma coletiva. Ele é algum tipo de consultor de coletivas ou um jornalista de tecnologia?

    Eu e as outras burras devemos aceitar que alguém frequente uma coletiva sobre um produto X apenas para avaliar o cerimonial? Não é esse o objetivo de uma coletiva. E, se ele quer ser reconhecido como blogueiro, que cadastre-se nos eventos como Blog Fui na (sic) Coletiva, e não como um jornalista de tecnologia.

    Ele deveria se tocar, porque já está “famoso” em qualquer roda de assessoria de tecnologia. Um dia e em breve vão fechar as portas para você. Enfim, hoje almocei com 4 colegas aqui da empresa e todos têm opinião similar.

  4. Master Yoda disse:

    não é que a Susan Mackie é jeitosa?
    Coletiva HP

  5. Lais Troussard disse:

    Concordo com o Renato, alvo errado, se começar com picuinhas e ataques é infantil e não leva a nada.
    O blog não fala nem bem, nem mal só informa o que acontece na coletiva. Alias a parte do “sem noção” é bem descontraída. Procurei por outros tipos de informação sobre coletiva e não encontrei, para quem trabalha com RP achei uma mão na roda.
    Agora, tira uma dúvida : Como você vai “apurar” a pauta do Link do Estadão?

  6. antijabacule disse:

    Lais, não só concordo com o Renato como deixei clara minha posição no último comentário.

    Quanto à apuração… certamente passará por bares…

  7. tarcizio disse:

    É Quixote…é triste isso.
    E o pior é que isso não acontece apenas na nossa profissão.
    Dá uma olhada com o que acontece do jabá pago pelos laboratóarios aos médicos.

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG79993-5856,00.html

    http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0923/gestaoepessoas/m0164672.html

    Acho que é até pior.

  8. Bruno Ferrari disse:

    Acabo de receber um convite para um curso de etiqueta exclusivo para jornalistas. Alguém vai querer se inscrever?

  9. Bruce Wayne disse:

    Ah Bruno! Pára com isso… todo mundo sabe que você também aceita jabá… e também que andou aprontando em viagens-jabá, né garanhão? 😉

  10. Julieta disse:

    A discussão da utilidade de um veículo é sem fim. O blog serve para descrever o evento, é isso o que ele coloca no início da página. Há pontos fortes e fracos, e desde que eu acompanho o trabalho dele, vejo as duas coisas. O tom do texto varia, mas até aí, quem é que sempre bate ou sempre assopra? Qual coletiva é 100% eficiente? Isso não existe.

    Gosto do blog para saber o que a concorrência está fazendo, ter dicas de lugares para coletivas, tendências de eventos, enfim, uso o Fui na Coletiva como ferramenta. E sim, os releases sem noção são exemplos do que não fazer, além de serem engraçados.

    Quanto aos jabás, bloquinho e caneta não contam; pen drive virou press kit – daqui a pouco não vai ter mais impresso!, e cada vez mais os clientes estão refazendo contas na hora de esbanjar. O jabá é instituído na imprensa, mas vai do bom senso aceitar. A briga é contra jabás caros, caríssimos, que no final das contas, todo mundo quer (isso é prestígio!) mas só um grupo seletíssimo recebe. Celulares, cafeteiras, kits de Natal, enfim, são devolvidos porque o veículo não aceita presentes.

  11. Lais Troussard disse:

    Olá Assessora,
    Não quero colocar mais lenha na fogueira, mas foi voce quem começou com a historia ele respondeu e vc retrucou, espero sinceramente que pare por aqui, por que isso esta ficando sem graça.
    Eu como assessora não me senti ofendida, e pelo jeito voce quer fazer uma “cruzada” falando que ele nos chamou a todas de burras e não foi isso.
    Se ele vai na coletiva e escreve alguma coisa é melhor que nada, hoje em dia para conseguir um numero bom de jornalista é bem complicado e você sabe disso.

  12. Ilan Santos disse:

    Antes de escrever, olhei no geral, sim o cara chutou o balde, mas nao chamou a colega de “ignorante” e ele nao esta chamando todas as assessores, foi bem dirigido, só faltou o nome dela (que ela nao passou).
    Uma coisa que outra colega colocou, “nao tem jornalistas em coletiva” isso é verdade, hoje para colocar 15 jornalistas numa sala, eu peno muito mesmo e dou pulos de alegria quando aparecem 10.
    Mas foi aquela coisa, escreveu o que nao devia e leu uma patada.
    Acho melhor deixar a cabeça esfriar e deixar a historia morrer. Agora uma duvida, porque a colega ofendida nao colocou o nome?

  13. […] isso não basta para convencer alguns. Um leitor deste blog, no entanto, dá excelentes argumentos para mostrar que esta defesa frágil que insistem fazer do […]

  14. Otavio Ramos disse:

    Não dá para levar a serio um blog onde o escritor não se identifica e os comentarios são feitos por “Assessora Burra”, “Mestre Yoda” , “Bruce Waine” e “antijabacule”.
    Sempre que alguem coloca nome aqui e execreado ou xingado.
    A ideia do blog é muito boa, mas vou parar de ler justamente por estas palhaçadas.

  15. antijabacule disse:

    Otavio, entendo suas inquietações… mas aqui prezo a mensagem, o mensageiro pouco importa. Também deploro ataques pessoais, por isso a mudança de foco de minha conversação. Há espaço para debate sério, e é o que proponho.

  16. Otavio Ramos disse:

    Isto é uma incongruência, no momento que você diz deplorar ataques pessoais e execra um colega no post exclusivo como “jabazeiro” .
    Sendo assim, fica muito dificil levar a sério um debate, em alguns momentos até o blog, quando tenta discutir qualquer assunto com o “bruce wayne” por exemplo.

  17. antijabacule disse:

    Otavio, novamente: estou seguro de que não houve ataque pessoal nem execração do colega (por sinal, apoiado por parte dos comentaristas). Mas me debruçarei sobre suas opiniões para evitar interpretações deste tipo.

    Quanto a Bruce Wayne, reitero: vale a mensagem, ao menos por ora. É assunto-tabu, o start precisa ser dado de alguma forma.

  18. batman disse:

    iih, só precisa lembrar que o fui na coletiva é jabazeiro pro, já que não escreve pra nenhum veículo conhecido.
    o cara é mega gente boa, mas ninguem nunca leu uma linha sua publicada além do divertido blog que mantém huahuahauha

  19. antijabacule disse:

    Batman, como já me referi em outra resposta, trata-se de estudo antropológico sobre a atração que o jabá entre os jornalistas. O fato dele não escrever para nenhum veículo não o desqualifica como exemplo do que tenho mostrado aqui.

  20. Gaúcho disse:

    Muito Bom, é isso que o “amigo” é :Quixote…perfeito…
    Os jornalistas, não só eles, eles tb, são causa perdida…
    Falsos, hipócritas, vendidos, sem caráter, Tchê!!!!!
    Logo um “povo” que supostamente abriga, sob a escuridão dos seus crânios, um elevado grau de conhecimento…mais uma prova de que conhecimento não é virtude, e que,talvez, os pedreiros aqui do sul seriam mais “sine cero” que eles…
    Segue, que o Gaúcho tá contigo e não abre…

  21. Mulher Gato disse:

    Estou gostando disso, adoro quando colocam nomes, entao vou colocar alguns que eu sei, pois saemdas colegas de assessoria
    – Envio de brindes para o ZUMO, que sempre viaja como o Nagano e o Henrique alem de kits de varios fornecedores
    – pagina tripla na edição da Information Week, a editora ganha o premio Unisys e a empresa compra a capa tripla mais duas paginas
    – brindes enviados para a casa dos editores da abril,isso acontece sempre
    – viagens para exterior funtrip, diferente da media trip, que nao precisa escrever, como o caso do UOL
    – jornalistas que ligam pedindo celulares, sem prazo de devolução, ou seja ganhar na caruda ou ficar com o celular para “teste” por 1 ano
    -jornalistas que andam com notebooks “emprestados” por fabricantes
    – jornalistas pedindo ingressos para shows
    – varios eventos noturnos com tudo pago para a “alta” imprensa
    – revistas de informatica que nao devolvem produtos enviados para testes
    – assessorias que enviam mais de um produto para teste e nao pedem de volta, nunca.
    VAMOS VER O CIRCO PEGAR FOGO!!!!

  22. Mulher Gato disse:

    Estranho, porque nao publicou meu comentario onde coloco nome de sites e blogs que recebem jabas???

    Pelo jeito vc e um deles ou quer esconder seus amigos, que coisa triste, dois pesos duas medidas hein.

  23. Mulher Gato disse:

    Então é assim, quando coloca nome dos amigos vc nao publica?? Grande capacidade a sua de ser totalmente bunda-mole e cagão.
    Que vergonha hein, tome coragem e publiquei meus posts, ou sera que alguem vai ficar ofendido?
    E mais ficar no anonimato mesmo hein!!!

  24. antijabacule disse:

    Mulher Gato, lamento, tardei em me conectar.

  25. […] assessorias já sabem quem vocês são Mais uma vez, as assessorias de imprensa trazem para o consumidor de notícias informações sobre seus “representantes”, aqueles que deveriam filtrar informação com isenção e […]

  26. Perseu disse:

    FINALMENTE ALGUEM COLOCOU NOME!!!!
    Concordo com a mulher-gato, o caso da Information Week foi ridiculo,a editora,que mandou todo mundo embora(despediu mais da metade da equipe) ganhou o premio Unisys e como jaba pouco é bobagem, ganhou um notebook e a editora uma capa dupla e mais duas paginas de anuncio
    Quer jaba maior que esse?

  27. Perseu disse:

    Quase esqueci,o nome da editora jabazeira da Information Week é Roberta Prescot

  28. Mas que coisa feia, os comentários deste blog!Roberta Prescott ganhou o Prêmio Unisys. Ok. O que ela, jornalista, tem a ver com supostas negociações obscuras da editora para a qual trabalha? E se rolou um passaralho na tal editora, o que Roberta Prescott tem com isso? Quem liga as duas coisas não sabe como funcionam as empresas do setor, nem como é difícil equilibrar interesses comerciais e o trabalho do jornalista. Se os negócios vão mal, a foice desce. Oras.

    Ah, e é fácil colocar o nome dos outros sob os holofotes da infâmia quando se oculta o próprio nome. Qualquer um faz isso; não sei por que vêem virtude na covardia. Eu quero ver é nego mostrar a cara enquanto aponta o dedo para os outros.

  29. Tatiana Sendin disse:

    A Roberta, editora da IW, segue ordens, como todos os outros. Quem despediu a equipe não foi ela, foram os donos da editora.
    Ela também não vende anuncios – quem vende é o comercial.
    E o notebook e a viagem do prêmio Unisys vieram depois da reportagem dela já estar pronta. Ou seja, não acredito que os prêmios influenciaram na reportagem.

    Não dá para ser injusto também, né?

  30. Butchmo disse:

    Você quer ver uma coisa, Marco; outros não fazem questão disso. Como se eles ligassem para o que você quer ver. Pfff.

  31. Antonio disse:

    Como a Roberta Prescott é editora, pode receber jaba que esta tudo bem. A IT Midia tem muito grana,mudou a sede para uma cobertura na Berrini e ganha muito com seus ridiculos eventos.
    Me espanta o Marco Aurelio defender aquele garota, todos nos sabemos a fama dela.
    Aquela coisa jornalista jabazeiro defende jabazeiro. Nao é mesmo?
    E mesmo, o Marco viajou a convite da SAP para os Estados Unidos.

  32. É verdade, Antonio. Viajei. Foi muito bom. Passei o tempo todo na Disneyworld, fiz compras. Na volta, escrevi uma matéria falando que a SAP era a maior empresa do mundo, que ela devia mais era comprar o Google e a Microsoft, que o Leo Apotheker era gostoso, essas coisas. Sabe como é, uma mão lava a outra.

    Fora os produtos e serviços da SAP, que ficaram muito legais lá em casa.

    (Ah, e nem conheço a Roberta Prescott, acho. Só defendi porque, vá, desde quando editor apita alguma coisa?)

  33. Cássia A. Silva disse:

    Pô Marco Aurélio, o Léo Apotheker!? Como assim? (!!!!)
    Bom, depois que vc recebeu produtos SAP como jabá , quem fez a implantação dos sistemas na sua casa? Estou pensando em adotar alguma feramenta de ERP que me permita cruzar dados de familiares e amigos com arquivos de receitas e pratos que os agradem… vc tem alguma dica? Que aplicações vc tem usado na sua casa?
    Abraços!!!

  34. Cássia, obrigado pelo interesse. Eu uso meu ERP SAP pra gerenciar os jabás que recebo. São muitos, sacumé, chegou uma hora que não dava mais pra acompanhar sem um sistema de gestão robusto e confiável, como aquele fornecido pela empresa do delicioso Léo Apotheker.

  35. Bruno Ferrari disse:

    Alguém aí indicaria uma empresa que possa me fornecer uma ferramenta de Business Intelligence (na faixa é claro) pra analisar em quais coletivas a probabilidade de ganhar jabá é maior?

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